segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cena incrível! Desova da perereca FILOMEDUSA com dois machos

Festa fora de época: Veranico antecipa reprodução de perereca da Mata Atlântica de SC

Temperaturas altas neste inverno anteciparam a ativação dos hormônios reprodutivos da perereca da Mata Atlântica filomedusa (Phyllomedusa distincta). O período de reprodução deveria começar somente no final de agosto, mas as desovas já estão ocorrendo desde junho.

O vídeo em alta definição do acasalamento foi gravado na manhã do dia 26/06/2017 na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC), durante o atendimento de estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Urbano Teixeira nas atividades de educação ambiental nas trilhas da Mata Atlântica.

A desova da fêmea se acasalando com dois machos e durante o dia não é muito comum. Geralmente ocorre durante a noite, por causa dos predadores, e com apenas um macho. A desova é concluída entre 30 e 60 minutos.

A estratégia de reprodução de enrolar a desova nas folhas da vegetação suspensa sobre a superfície das lagoas é utilizada por algumas espécies de anfíbios do Brasil, Mata Atlântica e Floresta Amazônica, países vizinhos, América Central e da África equatorial.

Mais informações acesse a página da perereca FILOMEDUSA neste link
http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=157


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Jaraguá do Sul, Santa Catarina
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sábado, 11 de março de 2017

Pitaya cultivada em Guaramirim (SC)


 
Pitaya cultivada em Guaramirim (SC) pelo produtor Cleonor Spézia

A pitaya é também conhecida como fruta-dragão (Dragon Fruit) por causa da forma parecida com a representação folclórica do dragão. Trata-se do fruto  de uma espécie de cacto de árvore originário das florestas do México e América Central e atualmente cultivada em vários lugares do Brasil e outros países.

A Elza e eu conhecemos esta fruta quando moramos nos Estados Unidos. No supermercado sempre tinha uma grande variedade de frutos de cactos (de deserto). Certo dia, a Elza resolveu comprar este cacto diferente e nós gostamos. Era bem grande e importado do China (veja foto que eu tirei). Custava 4 Dólares cada.

Depois, descobrimos que um agricultor, Cleonor Spézia, estava com um plantio comercial em Guaramirim (SC), na localidade de Guamiranga, que fica perto da RPPN Santuário Rã-bugio.

Em vários lugares do Brasil estão produzindo pitaya, em São Paulo, Minas Gerais, Bahia. É muito fácil de produzir.

Existem 3 espécies de Pitaya:

•    PITAYA BRANCA (Hylocereus Polyrhizus). Apresenta casca rosa e a polpa branca branco. Essa espécie tem alto teor de fibras;


•    PITAYA VERMELHA (Hylocereus Megalanthustem). A casca tem a mesma cor da pitaya branca, mas a polpa é vermelha bem forte (na cor de beterraba). Essa espécie tem alto teor de ferro e ajuda na prevenção de radicais antioxidantes que estimulam o acúmulo de gordura no corpo;


•    PITAYA AMARELA (Seleniceries Undatus) Apresenta a casca amarela e a polpa branca. Essa espécie tem alto teor de Vitamina C e zinco.

A que experimentamos pela primeira vez nos Estados Unidos era de polpa vermelha. Em janeiro/2017 era fácil de encontrar nos supermercados e feiras livres de São Paulo a pitaya vermelha, com o preço que variava de R$ 17 a R$ 22 por quilo. Agora, só se encontra pitaya branca, com preço de até R$ 10 por quilo.

Em Guaramirim (SC), direto com o produtor Cleonor Spézia, o preço da pitaya branca está R$ 8,00 (em 10/03/2017). O Sr. Cleonor nos contou que já testou  na propriedade o cultivo da pitaya vermelha e amarela mas não conseguiu produzir. Só a pitaya branca deu certo e se desenvolve muito bem (veja a foto de um pé). As pitayas que compramos dele eram todas bem grandes. Uma delas pesou 900 gramas, ou seja, quase 1 Kg.


Endereço do produtor de Pitaya, Cleonor Spezia:
Rua Osvaldo Klein, 6220
Bairro Guamiranga
Guaramirim (SC)



A pitaya branca (as grandes) geralmente tem a polpa adocicada. Mas eu já experimentei uma pitaya vermelha de tamanho médio que também era adocicada. As sementes da pitaya vermelha são bem miúdas, menores do que da pitaya branca.

Na sexta-feira do dia 17/03/2017, eu encontrei a pitaya amarela no Mercado Municipal de São José dos Campos (SP). Preço da pitaya amarela R$ 44,50 o quilo. Tinha também pitaya vermelha e a branca no mesmo box, por R$ 14,00 o quilo. Outro box estava vendendo pitaya branca por R$ 12,00 o quilo. Dizem que a pitaya amarela é muito saborosa. Eu sei que é mais difícil de produzir.

O preço da pitaya branca tem caido bastante em São José dos Campos (SP). No sábado do dia 18/03/2017, estava sendo vendida por R$ 6,90 o quilo no Supermercado Sonda (rede de supermercado originária no Rio Grande de Sul).



Detalhe da pitaya cultivada em Guaramirim (SC) pelo produtor rural Cleonor Spézia

Pitaya branca "gigante' cultivada em Guaramirim (SC) pelo produtor rural Cleonor Spézia
Pitaya branca "gigante' cultivada em Guaramirim (SC) pelo produtor rural Cleonor Spézia
Polpa da pitya branca
  

Polpa da pitaya vermelha


Pitaya vermelha procedente da China comprada em um supermercado de Houston, Texas (EUA). Preço: 4 Dólares a unidade (cada fruta), mas era bem grande.

Pitaya vermelha procedente da China comprada em um supermercado de Houston, Texas (EUA).Preço: 4 Dólares por cada fruta, mas era bem grande.

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Cuidado! Esta planta ornamental é uma terrível invasora





INVASORAS – Cuidado! Esta planta ornamental trepadeira é uma terrível invasora. Muito difícil de ser eliminada. Se vir esta planta na natureza ou em uma unidade de conservação sob sua responsabilidade, elimine-a imediatamente para não se arrepender depois.

O alerta sobre esta terrível planta invasora, que aparentemente é inofensiva, veio do morador vizinho da RPPN Santuário Rã-bugio em Guaramirim – SC, que é agricultor (rizicultor). Ele está tendo muito trabalho para combater esta planta, nem altas doses de herbicida resolve. Por enquanto, não chegou na RPPN ainda, mas estamos atentos e fizemos uma rigorosa inspeção.

Ele me contou como a planta chegou em sua propriedade há 20 anos. Uma das netas de seu avô trouxe da escola e plantou na propriedade, que ele herdou. Foi uma professora do ensino fundamental de uma escola pública de Guaramirim (SC) que distribui para seus alunos as mudas após o término de experimento para demonstrar o desenvolvimento de plantas em água.


A planta, provavelmente Syngonium angustatum (ver comentário de Luiz Furnez), se alastrou pela propriedade de forma assustadora,  subindo e se adensando nos troncos de todas as árvores, nativas ou não, não poupando nem o pomar de árvores frutíferas.  Os palmiteiros (palmito jussara Euterpe edulis) é a árvore mais atacada. As jabuticabeiras também foram atacadas sem piedade.

Ela gruda tão firme nas cascas das árvores que não solta facilmente. Só raspando com um facão removendo uma camada superficial da casca da árvore. A planta se propaga de forma muito intensa. Se picar em mil pedacinhos o rizoma, brota mil novas plantas.

Quando é jovem tem uma forma totalmente diferente da adulta, não parece ser a mesma espécie. Veja nas imagens. Repare que a forma jovem desta planta pode ser facilmente confundida com muitas espécies de Philodrendon.

Eu encontrei esta planta em alguns jardins de São José dos Campos (SP) e até colonizando uma árvore na calçada. Veja as fotos tiradas hoje, 10/03/2017







Forma jovem da planta, que é bem diferente da adulta

Forma jovem da planta, que é bem diferente da adulta










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sábado, 4 de março de 2017

A incrível VESPA que constrói ninho com paina no centro de bromélia

A incrível VESPA que constrói ninho com paina no centro de bromélia (Vriesea gigantea) na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC). Observe que ela transporta o chumaço de paina e depois ajeita no ninho como se fosse um passarinho.

Este vídeo é composto somente pelas cenas onde aparece a vespa em atividade. Ou seja, entre trazer a paina e deixar o ninho para buscar outra carga teve um intervalo de 2 minutos.

No final do dia observamos que a vespa lacrou o ninho (fechou o abertura) e foi embora. Observe esta cena na parte final do vídeo. O curioso é que o centro da bromélia costuma ficar cheia da água após as chuvas. Não sei qual seria o truque de construir o ninho neste ambiente que ficará inundando. Também encontramos este ninho construído em outra bromélia próxima. Qual o propósito deste ninho?

Provavelmente este ninho não é para moradia. A finalidade poder ser para aprisionar aranhas sedadas para deposição de ovos e servir de alimento para as larvas.

Acesse o link abaixo e saiba mais sobre as VESPAS ECTOPARASITÓIDES, como são camadas estas espécies de vespas (Pepsi sp) que injetam veneno para imobilizar as aranhas, carregá-las para um abrigo e depositar seus ovos para as larvas devorarem a aranha ainda viva.

http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=396


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sexta-feira, 3 de março de 2017

Passarinho PULA-PULA-RIBEIRINHO brinca de Mannequin Challenge e canta

Um dos mais agitados passarinho PULA-PULA-RIBEIRINHO canta e brinca de Mannequin Challenge (*) por alguns segundos na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC)

(*) paralisação no tempo ou congelamento de posição - vídeos que estão na moda


Quem está acostumado a fotografar aves pequenas (passarinhos) sabe como é difícil focalizá-los. Não param quietos nem um segundo. Mas o pula-pula-ribeirinho (Phaeothlypis rivularis) supera todas em agitação conforme mostrado na parte inicial do vídeo, onde ele canta.

O primeiro congelamento de posição ele fez aos 40 segundos do vídeo. Ficou paralisado por 9 segundos, que é um tempo considerável tratando-se do  pula-pula.  Depois ele faz outro congelamento, bem mais longo, no entanto ele deu uma piscada (não valeu!). Quando eu estava filmado achei que a câmera estava com pane porque a imagem do pula-pula não se alterava.


Saiba mais sobre o PULA-PULA-RIBEIRINHO (Phaeothlypis rivularis) em nosso site

http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=113


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quinta-feira, 2 de março de 2017

SAIRA-DE-SETE-CORES comendo frutos de pariparoba - Piper aduncum



SAIRA-DE-SETE-CORES (Tangara seledon) se alimentando dos frutos de uma planta comum conhecida como PARIPAROBA (Piper aduncum - Família: Piperaceae - das pimentas) na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC).

Descobrimos que muitas pessoas adoram comer o fruto da pariparoba. Um morador vizinho da RPPN viu a pariparoba na beira da estrada e começou a colher e comer os frutos maduros. Mas a Elza o conteve lhe alertando gentilmente: “Estes frutos são para os passarinhos...”. Ele compreendeu e imediatamente parou de apanhar os frutos maduros.

Nós experimentamos e descobrimos porque todas as aves adoram. É muito doce e saboroso! Uma delícia! Tem a textura da polpa de um kiwi bem maduro, mas não é ácida.


Veja as fotos, outros vídeos e informações sobre SAÍRA-DE-SETE-CORES neste link

http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=118


SAÍRA-DE-SETE-CORES
Tangara seledon

Família: Thraupidae
Nome em Inglês: Green-headed Tanager

AMEAÇAS
Destruição do hábitat da espécie causada por desmatamentos e fragmentação florestal.

Características
Tamanho: 13,5 cm e Peso: 18g. Possui os lados do pescoço verde-amrelados reluzentes e mancha laranja berrante antes de começar a cauda. A fêmea tem a coloração um pouco mais apagada do que o macho.Vive em bandos no topo das árvores tanto das baixadas quentes (onde é mais abundante) como das regiões serranas.

Alimentação
Alimenta-se do fruto de diversas plantas, entre elas o ingá, a embaúba e as helicônias. Também come artrópodes (insetos, aranhas e pequenos miriápodes). Associa-se com a Saíra-militar, Tié e Saí-azul formando bandos mistos para buscar alimento.

Reprodução
Ninho em forrado e profundo em forma de tigela, pendurado na ponta dos galhos de árvores altas. Os filhotes são alimentados pelos dois pais.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Propriedades privadas são importantes para salvarmos a biodiversidade

 
BIGODINHO (Sporophila lineola) fotografado em uma propriedade rural de Guaramirim (SC), em frente da RPPN Santuário Rã-bugio. Data da foto: 08/01/2017

Como se sabe só as unidades de conservação não são suficientes para salvar a biodiversidade. Estudos científicos comprovam isso. Nos Estados Unidos há décadas já existe esta preocupação e eles já estão pensando no passo adiante (do sistema de unidades de conservação). 

No Brasil, nos domínios da Mata Atlântica, percebemos como é importante envolver todas as propriedades privadas neste desafio de salvarmos a biodiversidade. Temos observados muitas espécies de aves aquáticas usam (e dependem) das áreas de uso agrícola de arroz irrigado (tabuleiros) dos nossos vizinhos (da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim-SC). As lagoas (reservatório de água) são intensamente usadas pelas mais variadas espécies de marrecas selvagens (algumas raras) e outras aves aquáticas. 

Assim como eu, muitos catarinenses provavelmente ainda não conheciam esta belíssima ave, que fotografei há poucos dias no milharal dos nossos vizinhos rizicultores, família de Osnildo Otto, em Guaramirim (SC), em frente da RPPN Santuário Rã-bugio.

O fotógrafo de natureza, Rudimar Cipriani, identificou a espécie. Trata-se do BIGODINHO (Sporophila lineola), cuja ocorrência é conhecida na literatura como sendo do Estado do Paraná até o Nordeste do Brasil. Como estamos no litoral norte de SC e as aves não se importam muito com divisas entre Estados, é normal estenderem sua distribuição geográfica.

Havia um bando se alimentado da inflorescência do milho (verde). Eu fotografei também a fêmea, que tem coloração bem diferente do macho (veja nas imagens). Tem o tamanho de um pintassilgo.

Mais informações sobre

esta ave estão em nosso site, neste link
http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=2159





 









 
Fêmea do BIGODINHO (Sporophila lineola)
Fêmea do BIGODINHO (Sporophila lineola)

BIGODINHO
Sporophila lineola (Linnaeus, 1758)

Família: Thraupidae
Nome em Inglês: Lined Seedeater

O bigodinho, também conhecido como bigode, papa-capim, estrelinha ou cigarrinha (Minas Gerais), gola-careta, caretinha ou bigodeiro (Ceará).


AMEAÇAS
Devido ao canto, é ave apreciada e a captura para o comércio ilegal, junto com as alterações ambientais, acabaram por reduzir seus números em boa parte do país, especialmente no Nordeste.

Características
Mede 11 centímetros de comprimento. A fêmea, bem diferente do macho, é toda parda, um pouco mais clara nas partes inferiores.

Alimentação
Alimenta-se basicamente de sementes. É comum em plantações de milho verde, onde foram registradas estas imagens, no entorno da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC).

Reprodução
Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo. Tem de 2 a 4 ninhadas por ano, com 2 a 3 ovos em cada uma. Como nas demais espécies do grupo, o macho demarca o território, cabendo à fêmea toda a tarefa reprodutiva.

Hábitos
Costuma formar bandos mistos com outros papa-capins no período de descanso. Sobe nos pendões de gramíneas para comer as sementes. É localmente comum em clareiras arbustivas, plantações, bordas de capoeiras e áreas com gramíneas altas, principalmente nas proximidades da água. Seu habitat são campos abertos, campos cultivados e capoeiras.

Distribuição geográfica

Ocorre em todo o Brasil. Como residente, na região do litoral norte de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Bahia. Durante o inverno da região sul migra para a Amazônia e para os estados do Nordeste, principalmente para os estados do Rio Grande do Norte e Ceará . No Espírito Santo e Paraná aparece em dezembro para nidificar e desaparece em março e abril, começando a surgir no leste do Maranhão e Piauí a partir de maio. No sul de Minas Gerais a espécie aparece em novembro, desaparecendo no desenrolar do mês de abril. Encontrado também na Argentina, Paraguai e Bolívia, como residente, e nos demais países da Amazônia - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia -, como migrante durante o inverno.



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domingo, 29 de janeiro de 2017

Receita infalível contra pernilongos, mosquito da dengue e da febre amarela



A máquina de devorar pernilongos em ação sobre o vidro da janela da nossa casa em Guaramirim (SC), na RPPN Santuário Rã-bugio.  No final do vídeo dá para ver claramente que um dos insetos capturados é um pernilongo. Poderia ser um mosquito da dengue infectado ou um mosquito transmissor da febre amarela.

Antes de eu começar a filmar, esta perereca (Scinax duartei) já estava muito ativa. Depois, ficou um pouco desconfiada e diminui as investidas contra os insetos. Imagine quantos pernilongos são capturados por uma única perereca.

Esta é a receita infalível contra pernilongos, mosquito da dengue e da febre amarela: Respeitar e cuidar da natureza.

Saiba mais sobre esta espécie de perereca (Scinax duartei) em nosso site

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