domingo, 19 de novembro de 2017

Praga devastadora ataca áreas em recuperação de Mata Atlântica

SETE-FACADAS (Monstera adansonii) praga que está colonizando as áreas em recuperação de Mata Atlântica (matas secundárias)

Praga devastadora ataca as áreas em recuperação de Mata Atlântica, as matas secundárias. Na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC), a área infestada pela praga foi desmatada há 50 anos e teve a regeneração espontânea. Parecia que tudo ia bem, que realmente seria possível a Mata Atlântica se recuperar, porque ali está livre de bambuzais, cipós e outras pragas conhecidas que bloqueiam a recuperação da Mata Atlântica. A parte de mata primária da RPPN não está sendo atacada, só as matas secundárias, que parece não ter futuro. O problema está ocorrendo em toda a região da Serra do Mar, no Norte de Santa Catarina.
 
Parece que as matas secundárias em recuperação não têm futuro, nunca vão se regenerar como se imagina. Uma planta ornamental, trepadeira, utilizada no Mundo inteiro, denominada popularmente de SETE-FACADAS (Monstera adansonii) está colonizando toda a área de mata secundária da RPPN Santuário Rã-bugio. A área de mata primária não está sendo atacada, só a secundária, que foi desmatada há 50 anos e se regenerou espontaneamente (regeneração natural).

A primeira vista parece uma epífita inofensiva, que produz um fruto saboroso para as aves. Mas em pouco tempo que é uma planta terrível, com o poder de destruir uma floresta inteira. Na RPPN toda a área de mata secundária foi totalmente colonizada pela praga. O chão da floresta está dominado pela planta em várias estágios de desenvolvimento: mudas, cipós rasteiros a procura de algo para subir e plantas já subindo no tronco de todas as árvores, inclusive nas mudas pequenas, sufocando-as. Com o peso excessivo próximo às copas, os palmiteiros (palmito – Euterpe edulis) adultos e árvores jovens que crescem retas (com troncos finos) para buscar a luz solar quebram facilmente com ventos fortes (devido ao aumento da área de pressão do vento). As árvores jovens incluindo os palmiteiros arqueiam e quebram com tanto peso de várias plantas de sete-facadas, uma subindo por cima da outra.

Como remover estas plantas da copa de um palmiteiro a 20 ou 30 metros de altura? O corte das raízes exige repetição da tarefa de vários meses (ou anos). Enquanto isso, a produção de sementes (disseminada) pelas aves não para.




































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sábado, 28 de outubro de 2017

Captura de formiga iça ou tanajura para comer


Uma vez por ano pessoas se agrupam ao redor de gigantescos formigueiros para capturar as rainhas enormes e preparar um prato tradicional muito apreciado.

A imprensa costuma mostrar exemplos de comunidades de países da Ásia que comem insetos como se fosse algo surpreendente para os brasileiros. Pode até ser para muitos, mas não para quem vive no interior de São Paulo e Goiás onde é uma tradição as pessoas comerem formigas.

É uma iguaria cara servida nos restaurantes de cidades paulistas do Vale do Rio Paraíba. É muito tradicional em Silveiras (SP). Em Cruzeiro (SP) o prato com formiga é o carro chefe de um restaurante que mantém um estoque de formigas congeladas para poder atender a clientela o ano todo. Em Lorena e Piquete também as pessoas apreciam muito a iguaria.

Mas não é qualquer formiga que as pessoas comem. Trata-se da içá ou tanajura, a rainha enorme do formigueiro de uma espécie de carregadeira que ocorre nas regiões de Cerrado. Apenas uma vez por ano as rainhas saem do formigueiro.

O fenômeno ocorre logo após a primeira ou segunda chuva forte da primavera. Geralmente é um único dia do ano que as iças saem durante o dia. Pode ocorrer de no dia seguinte o fenômeno se repetir caso tenha ocorrido interrupção no dia “D” pelas condições do tempo (chuva ou vento).

Neste ano, na região de São José dos Campos (SP) o dia “D” ocorreu em 27/10/2017. As rainhas (içás) começaram a sair por volta da 14:30h e cessaram por volta das 17:30h, por causa do vento. Eu acompanhei um grupo que estava fazendo a captura de iças num formigueiro antigo, conhecido deles há anos, na área Jardim Paulista. Vejam as cenas que registrei neste vídeo.

Enquanto capturavam as içás, levando mordidas doloridas nos pés das guardiãs e operárias, me ensinaram muita coisa interessante sobre a ecologia desta formiga. Eles conhecem todos os hábitos curiosos da espécie. Um formigueiro leva muitos anos para começar a produzir içás (vôo das rainhas) como este enorme formigueiro mostrado no vídeo.

Repare a área bem limpa em volta do formigueiro. Foram as formigas que fizeram uns dias antes das rainhas saírem para o vôo nupcial, isto é, para acasalamento com o macho. Então, elas abrem estes buracos que são fechados após as rainhas voarem.

As formigas aladas menores são os machos, denominados de iça-bitu, que saem do ninho em maior quantidade antes das rainhas e não são alvo da captura por não serem comestíveis. Eles voam acasalarem com as rainhas (içás) no ar, conseguindo ou não, caem e morrem logo em seguida.

O impacto ambiental desta captura em áreas urbanas deve ser insignificante. Não há predadores naturais e a prefeitura não dá conta de aplicar tanto veneno nos parques e praças. Os cemitérios da cidade estão infestados de formigueiros. Por toda a parte, nas calçadas das ruas e avenidas de São José dos Campos ficam com uma quantidade impressionante de machos e rainhas pisoteados pelas pessoas.

Algumas pessoas capturam formiga iça para vender. Ano passado, meu colega pagou R$ 30,00 pelo conteúdo de uma garrafa PET de 2 litros, porque queria experimentar a iguaria. Por falta de conhecimento, acabou sendo enganado pois a maior parte das formigas era iça-bitu (machos).

Achei muito interessante a harmonia das pessoas que capturavam as formigas. Observe isso no vídeo Verifiquei que eles não se conheciam e pacificamente cada um ocupou um espaço ao redor do formigueiro e interagiam como se fossem membros da mesma família


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Campanha “ABRACE O BRASIL”

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Projeto para despoluir os riachos da Serra do Mar de Santa Catarina.

Concluído o projeto para instalação de fossas sépticas em moradias de famílias de baixa renda no Morro Boa Vista, em Jaraguá do Sul, para despoluir riachos contaminados pelo lançamento de esgoto sanitário. Estas atividades fazem parte do projeto “Água e Biodiversidade da Serra do Mar” financiado pela BrazilFoundation.

Foi um projeto de difícil execução porque as moradias ocupam locais íngremes de difícil acesso. Há rochas de granito, cano de esgoto sanitário conectado na tubulação da rede pluvial (água das chuvas), enfim cada moradia exigiu diferentes soluções para contornar os mais variados graus de dificuldade.

Trata-se de um projeto de saneamento básico de iniciativa da sociedade civil organizada que não envolveu recursos públicos. Contou com o trabalho voluntário de Elza Nishimura Woehl, dirigente do Instituto Rã-bugio, que atuou no planejamento, na busca de recursos financeiros e acompanhamento da execução, sem receber um centavo por este importante serviço prestado à sociedade. Este projeto serve de exemplo para o Brasil.

Veja os detalhes do projeto neste link
http://www.ra-bugio.org.br/projetosemandamento.php?id=37


E na pagina da BrazilFoundation
https://brazilfoundation.org/project/instituto-ra-bugio-para-conservacao-da-biodiversidade/?lang=pt-br


Campanha ABRACE O BRASIL


A BrazilFoundation lançou em Nova York a campanha “Abrace o Brasil” para doações ao projeto de educação ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade envolvendo as escolas públicas EM DEFESA da BIODIVERSIDADE da MATA ATLÂNTICA

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Nesta moradia foi necessário instalar estas manilhas porque o esgoto sanitário estava conectado na rede pluvial










Coleta de água para análise da contaminação em um dos riachos em 17/07/2017, antes da instalação das fossas sépticas nas moradias


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Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul, Santa Catarina
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